Tá nahora da caminha
🦕 Dinossauros

O Dinossauro dos Brócolos

Uma história criada por uma família na Hora da Caminha, partilhada em versão anonimizada.

No fundo do jardim de Gaspar, entre as couves e as roseiras, havia um canteiro de brócolos que ninguém sabia explicar. Uma noite, antes do jantar, Gaspar foi lá espreitar e encontrou uma coisinha verde escondida atrás das folhas. Tinha olhos redondos, uma cauda curtinha e cheirava a erva fresca. — Um dinossauro! — sussurrou Gaspar, maravilhado.

O pequeno dinossauro tremia um bocadinho, mas não fugiu. — Não tenhas medo — disse Gaspar devagarinho. — Eu chamo-te Brotinho, pode ser? Brotinho abanou a cabeça que sim e, num instante, arrancou um bocadinho de brócolos com a boca. Comeu, comeu, comeu... e não queria mais nada. — Só comes brócolos? — perguntou Gaspar, curioso. — Isso vai ser um problema à hora do jantar!

Gaspar levou Brotinho ao colo, escondidinho debaixo da camisola, até à cozinha. Lá dentro, a mãe estava a pôr sopa de legumes na mesa, e o pai trazia uma travessa de arroz com peixe. Brotinho espreitou, cheirou o ar e franziu o nariz. — Não gosto de coisas novas — parecia dizer, escondendo-se atrás do prato de Gaspar. — Eu também tinha medo de coisas novas — disse Gaspar baixinho. — Mas às vezes elas sabem bem.

Gaspar pegou numa colherzinha de sopa e provou primeiro, bem devagar. — Mmm, sabe a cenoura e a batata — disse, sorrindo. Depois, ofereceu um pedacinho a Brotinho, tão pequenino como uma migalha. Brotinho cheirou... cheirou outra vez... e, com muito cuidado, lambeu a colher. Os seus olhos brilharam de surpresa. Afinal, não era assim tão diferente dos brócolos.

Depois da sopa, Brotinho experimentou um bocadinho de arroz, e depois um pedacinho de peixe. Não comeu muito, mas comeu um bocadinho de cada coisa, devagarinho, ao lado de Gaspar. A mãe sorriu. O pai fez festas na cabecinha verde de Brotinho. Com a barriga quentinha e cheia, o pequeno dinossauro bocejou pela primeira vez. Gaspar bocejou também, como se os bocejos fossem contagiosos.

Gaspar levou Brotinho para a cama, aninhado dentro do cobertor macio. — Boa noite, Brotinho — sussurrou. Inspira... expira... O quarto estava quentinho. A luz da lua entrava devagarinho pela janela. Inspira... expira... Brotinho fechou os olhos primeiro. Depois, Gaspar também fechou os seus. E os dois adormeceram juntinhos, respirando devagar, devagar, devagar...

O resto desta história continua…

Mas a melhor não é esta — é a que tem o nome do teu filho. Cria-a em menos de dois minutos, com ilustrações e narração em português de Portugal.

Criar a história do meu filho