O Foguetão de Caixotes
Uma história criada por uma família na Hora da Caminha, partilhada em versão anonimizada.

Aurora ouviu um som macio no telhado, como um suspiro de luz. Espreitou pela janela do quarto e viu uma estrelinha pequenina, caída entre as telhas, a piscar devagarinho. — Perdeste-te? — perguntou Aurora, num sussurro. A estrela tremeluziu, cansada, como se dissesse que sim.
Aurora sabia o que fazer. No canto do quarto, guardava caixotes de cartão empilhados — os mesmos com que brincava a fazer castelos. Com as mãos pequenas, uniu-os depressa: uma janela redonda, um botão desenhado a lápis, e o foguetão ficou pronto. — Vamos levar-te para casa — disse Aurora à estrela, com um sorriso quentinho. A estrela aninhou-se no colo dela, a brilhar mais fraquinho.
O foguetão de caixotes subiu devagar pela janela aberta, sem pressa, como uma nuvem a passear. Lá fora, o céu estava enorme e escuro, salpicado de outras estrelas que piscavam, como a dizer "boa viagem". Aurora apertou o volante de cartão e olhou para a sua companheira de luz. — Não te preocupes, chegamos a tempo — prometeu. O vento da noite embalava o foguetão de um lado para o outro, macio como um baloiço.
Subiram por entre nuvens fofas, macias como algodão-doce. A estrela já não tremia de frio — enroscara-se no colo de Aurora, a ronronar uma luzinha calma. — Estamos quase lá — murmurou Aurora, olhando o horizonte a ficar cor de morango. O foguetão avançava devagarinho, sem barulho, como se também ele estivesse com sono.
Chegaram junto ao lugar da estrela, entre as suas irmãs de luz. Devagar, com muito cuidado, Aurora pousou-a no seu lugar no céu. — Boa noite, estrelinha — sussurrou. A estrela brilhou uma última vez, feliz, e fechou os olhinhos de luz. Inspira… expira… O foguetão começou a descer devagar, devagarinho, como quem já sonha.
Aurora aninhou-se no banco macio do foguetão, os olhos pesados de sono. Inspira… expira… Lá fora, o céu ficava cor-de-rosa, devagarinho. Inspira… expira… O foguetão pousou suavemente no telhado de casa, sem barulho nenhum. E Aurora, embalada pelas nuvens, adormeceu profundamente, com um sorriso pequenino nos lábios.
O resto desta história continua…
Mas a melhor não é esta — é a que tem o nome do teu filho. Cria-a em menos de dois minutos, com ilustrações e narração em português de Portugal.
Criar a história do meu filho