Tá nahora da caminha
🔍 Mistério

O Mistério das Meias Perdidas

Uma história criada por uma família na Hora da Caminha, partilhada em versão anonimizada.

Clara abriu a gaveta das meias e franziu o nariz. Só encontrou meias esquerdas: às pintas, às riscas, uma com um coelhinho bordado. Nem uma única meia direita! — Isto é um mistério — sussurrou, com os olhos a brilhar de curiosidade. No chão, junto à cómoda, encontrou um fiozinho de lã vermelha. Seria uma pista?

Clara seguiu o fio de lã pelo corredor. Passou pela cozinha, onde a mãe fazia chá, e pela sala, onde o pai lia o jornal. Ninguém tinha visto meias a fugir. O fio serpenteava por baixo da porta do sótão, lá em cima. Tomás, o gato, esfregou-se nas pernas dela e miou, como se soubesse um segredo. — Vamos, Tomás — disse Clara. — As pistas levam-nos para cima.

A porta do sótão rangeu devagarinho. Lá dentro, cheirava a livros antigos e a madeira quente. Caixas empilhadas guardavam segredos de outros tempos. No canto, a avó Adelina estava sentada numa cadeira de baloiço, com agulhas de tricô nas mãos e uma manta cheia de lãs coloridas no colo. — Avó! — exclamou Clara. — O que faz aqui com tantas meias direitas?

A avó sorriu, sem parar de tricotar. — Ando a transformá-las, minha querida. Cada meia direita virou um quadrado de lã. Estou a fazer um cobertor mágico, feito de todas as meias da casa. Clara tocou no tecido macio, quentinho como um abraço. — Um cobertor... para quê, avó? — Para te embalar esta noite — respondeu ela, baixinho.

A avó envolveu Clara no cobertor macio. Cheirava a lã nova e a colo de avó. Tomás enrolou-se aos pés da cadeira, a ronronar devagarinho. Clara sentiu os olhos a pesar, pesados como nuvens de algodão. Inspira... expira... O sótão ficou tão calminho, tão calminho, que até o relógio parecia sussurrar mais devagar.

Clara já nem se lembrava do mistério das meias. Só sentia o calor do cobertor, o cheiro doce de lã, o ronronar de Tomás. Inspira... expira... A avó embalava-a devagarinho, devagarinho. As pálpebras de Clara fecharam-se, leves como penas. E ali, no sótão calmo, Clara adormeceu... a sonhar com meias que dançavam suavemente, uma a uma, até ao silêncio da noite.

O resto desta história continua…

Mas a melhor não é esta — é a que tem o nome do teu filho. Cria-a em menos de dois minutos, com ilustrações e narração em português de Portugal.

Criar a história do meu filho