Tá nahora da caminha
🦊 Animais

O Segredo do Ouriço-Cacheiro

Uma história criada por uma família na Hora da Caminha, partilhada em versão anonimizada.

No quintal da casa de Vicente, ao pé da roseira antiga, havia um monte de folhas secas que ninguém tocava. Uma tarde, Vicente ouviu um farfalhar baixinho, quase um sussurro. Aproximou-se devagarinho e viu duas bolinhas de espinhos escondidas entre as folhas. — Olá! — disse Vicente, sentando-se no chão. — Não tenhas medo, eu só quero ser teu amigo. A bolinha de espinhos tremeu um bocadinho e enrolou-se ainda mais.

— Podes chamar-me Vicente — disse ele baixinho. — Como te chamas tu? Uma vozinha fina saiu de dentro das folhas: — Chamo-me Espinhitos… mas tenho vergonha dos meus espinhos. Os outros animais acham-nos estranhos. Vicente sorriu e tocou, com muito cuidado, na pontinha macia de um espinho. — Eu acho-os lindos! Parecem uma capa de guerreiro. Espinhitos espreitou, só com um olhinho de fora.

Devagarinho, Espinhitos desenrolou-se um bocadinho mais. — Achas mesmo? — perguntou, ainda tímido. — Acho! — disse Vicente. — Vem comigo, quero apresentar-te aos meus amigos do quintal. Espinhitos hesitou, mas a mão de Vicente era tão calma que ele decidiu seguir, passo a passinho, por entre a relva macia.

Primeiro encontraram a Dona Galinha, que ciscava junto ao galinheiro. — Que espinhos tão bonitos! — cacarejou ela. — Nunca vi nada assim tão brilhante ao sol. Depois chegou o Sr. Coelho, que saltitava entre as couves. — Podias esfregar as costas na minha, quando picar uma comichão! — riu-se ele. Espinhitos, pela primeira vez, sorriu de orelha a orelha, todo desenrolado.

O sol começava a descer devagarinho, pintando o quintal de cor de laranja suave. Vicente bocejou. Espinhitos bocejou também, enroladinho como uma bolinha quentinha ao lado dele. — Obrigado por seres meu amigo — sussurrou Espinhitos. — Os teus espinhos são o teu abraço especial — disse Vicente, com os olhos já pesados de sono. Inspira… expira… o quintal ficava cada vez mais calmo.

Inspira… expira… Vicente deitou-se na relva macia, com Espinhitos aninhado perto do seu coração. As estrelinhas começaram a acender-se, uma a uma, no céu tranquilo. Inspira… expira… A Dona Galinha já dormia no poleiro. O Sr. Coelho já dormia na toca. E Vicente, devagarinho, devagarinho… adormeceu.

O resto desta história continua…

Mas a melhor não é esta — é a que tem o nome do teu filho. Cria-a em menos de dois minutos, com ilustrações e narração em português de Portugal.

Criar a história do meu filho